Cláudia Ribeiro da Silva destaca transparência salarial como fator de diferenciação dos empregadores
Cláudia C. Ribeiro da Silva é citada numa peça da Executive Digest dedicada às mudanças que a Diretiva Europeia sobre Transparência Salarial poderá introduzir nas políticas remuneratórias, na gestão de talento e na cultura das organizações.
A associada sénior da Abreu Advogados alerta que o incumprimento das regras que venham a ser aplicáveis poderá resultar na prática de contraordenações laborais e num aumento da litigiosidade. Além do pagamento de diferenças salariais, as empresas poderão enfrentar pedidos de indemnização por danos patrimoniais e não patrimoniais.
Cláudia Ribeiro da Silva salienta, contudo, que a igualdade remuneratória assume uma relevância cada vez mais estratégica. “A igualdade salarial começa a ser vista, cada vez mais, não como uma imposição legal, mas antes como um fator diferenciador dos empregadores”, afirma.
Esta evolução acompanha a entrada no mercado de trabalho de uma nova geração, mais exigente em matéria de igualdade, transparência e justiça salarial. A adoção de políticas remuneratórias claras e equilibradas poderá, por isso, contribuir para reforçar a confiança e o sentimento de pertença dos trabalhadores, assim como para atrair e reter talento.
A advogada destaca ainda a ligação entre a igualdade salarial e as estratégias ESG das empresas, que procuram afirmar o seu posicionamento e avaliar a respetiva sustentabilidade também com base em valores éticos e sociais.
Mais do que cumprir novas obrigações legais, as organizações deverão integrar a igualdade remuneratória como um valor central, analisando objetivamente as suas políticas salariais, documentando as diferenças existentes e assegurando que estas assentam em critérios justificados.
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