24.04.2026

Áreas de Prática: Propriedade Intelectual e Tecnologias de Informação

Tipo: Abreu

Jornal Económico reúne especialistas na Abreu Advogados para debater o futuro tecnológico de Portugal

A inteligência artificial já não é uma promessa, é uma realidade em aceleração, e foi esse o ponto de partida para a conferência AI Summit, promovida pela Abreu Advogados e o Jornal Económico, que reuniu especialistas, decisores e líderes empresariais para debater o posicionamento de Portugal na nova economia digital e os desafios da adoção tecnológica.

Ao longo do encontro ficou claro que o país reúne condições únicas para se afirmar como um hub estratégico nesta área, desde a disponibilidade de energia renovável à crescente atratividade para infraestruturas tecnológicas, nomeadamente data-centers e investimento internacional. Os participantes sublinharam, ainda, que este potencial só será concretizado com uma aposta consistente na retenção de talento e qualificação.

Em destaque esteve também a maturidade atual do mercado: a IA já está integrada em muitas operações empresariais, pelo que o desafio deixou de ser a adoção e passou a ser a escala. As empresas são agora chamadas a transformar investimento em impacto real, através de estratégias sólidas e modelos de governação adequados.

A conferência, que teve como oradores alguns especialistas das maiores empresas tecnológicas, como AskBlue, VisionWare, Cisco, AWS, SAP, MEO, mas também Miguel Frasquilho, Presidente do Conselho Estratégico da CIP para captação de IDE, o Dean da Nova SBE, Paulo Oliveira, e o Presidente do Conselho Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CNCTI), Carlos Oliveira, reforçou, assim, a ideia de que o futuro da inteligência artificial em Portugal dependerá da articulação entre três fatores-chave: infraestrutura, competências e capacidade de execução.

Presente como keynote speaker na conferência, o Ministro Adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Matias, sublinhou que o país pode assumir um papel relevante na indústria do futuro, desde que consiga consolidar estas vantagens e transformá-las em escala económica.

Ainda assim, ao longo do debate ficou claro que o potencial estrutural não é suficiente por si só. A necessidade de literacia tecnológica foi um dos alertas deixados na iniciativa, já que o avanço da inteligência artificial poderá acentuar desigualdades em vez de as mitigar.

Neste sentido, o sócio da Abreu Advogados Ricardo Henriques explicou que o foco está agora na capacidade de escalar soluções e gerar impacto concreto nos negócios, lembrando que a Abreu Advogados foi a primeira sociedade de advogados em Portugal a adotar inteligência artificial no seu dia a dia de trabalho.

Segundo o advogado, o verdadeiro desafio passa agora por transformar adoção em produtividade, o que exige estratégia, governação e investimento contínuo.

A conferência evidenciou, assim, uma visão convergente: Portugal tem condições para se afirmar na economia da inteligência artificial, mas o sucesso dependerá da articulação entre infraestrutura, qualificação de talento e capacidade de execução por parte das empresas.

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