13.10.2026
Áreas de Prática: Aduaneiro e Comércio Internacional
Tipo: Imprensa
Fonte: Executive Digest
Rafael Silva Teopisto analisa os riscos cambiais do Acordo UE-Mercosul
A redução das tarifas aduaneiras prevista no Acordo UE-Mercosul poderá abrir novas oportunidades às empresas portuguesas, mas não elimina os riscos associados às operações comerciais internacionais. Esta é a principal reflexão de Rafael Silva Teopisto, associado da Abreu Advogados, num artigo de opinião publicado na Executive Digest.
Sob o título “O Acordo UE-Mercosul: as tarifas baixam, mas o risco continua na taxa de câmbio”, o advogado analisa o impacto da liberalização comercial entre os dois blocos económicos, alertando para a importância de uma gestão eficaz dos riscos cambiais. Embora a redução das barreiras comerciais possa beneficiar setores como o calçado, o têxtil, a metalomecânica e o agroalimentar, a exposição às flutuações das moedas continua a representar um desafio para as empresas exportadoras.
No artigo, Rafael Silva Teopisto sublinha que a volatilidade cambial pode comprometer a rentabilidade das operações, mesmo quando os contratos são cuidadosamente negociados. Neste contexto, destaca a importância de antecipar os riscos através de mecanismos contratuais adequados, da definição das moedas e dos prazos de pagamento e da utilização de instrumentos de cobertura cambial.
“Porque as tarifas podem abrir mercados. Mas é a gestão do risco que protege as margens”, conclui o advogado, reforçando que o sucesso da internacionalização depende não apenas do acesso a novos mercados, mas também da capacidade das empresas para identificar, distribuir e gerir os riscos associados às suas operações.
Leia o artigo de opinião na íntegra.