Diogo Pereira Duarte alerta para risco de Portugal ficar para trás na reforma financeira digital
Diogo Pereira Duarte participou no Advisory Summit 2026, organizado pelo Jornal Económico na Câmara do Comércio e Indústria Portuguesa, em Lisboa, onde integrou o painel dedicado à reforma da área financeira.
Na sua intervenção, o advogado alertou para o risco de Portugal perder competitividade na transformação digital do setor financeiro, num momento em que a União Europeia tem vindo a aprovar um novo enquadramento regulatório para áreas como criptoativos, cibersegurança, resiliência operacional digital e inteligência artificial.
O Sócio da Abreu Advogados destacou diplomas como o MiCA, o DORA e o IA Act, sublinhando que estas alterações “não são apenas novas camadas de compliance”, mas mudanças que atingem “o quadro atualizado dos próprios negócios”.
Diogo Pereira Duarte defendeu que Portugal tem condições para se afirmar como destino relevante para o investimento tecnológico e a inovação financeira, mas advertiu que essa oportunidade depende de decisão política, visão estratégica e maior agilidade administrativa. “Há um inúmero espaço para que Portugal se possa posicionar nesse quadro do investimento tecnológico”, afirmou, acrescentando que “o que falta é uma decisão política e uma visão estratégica por parte do decisor público”.
Durante o painel, abordou ainda temas como a tokenização de ativos e o Euro Digital, destacando a importância deste último para reforçar a soberania tecnológica europeia e reduzir a dependência de operadores de pagamento não europeus.