02.11.2026

Áreas de Prática: Societário, Comercial e M&A

Tipo: Imprensa

Fonte: ECO

O que está a travar as grandes operações de M&A em Portugal?

João Antunes Rodrigues contribuiu para um artigo do ECO sobre os fatores que têm levado ao adiamento ou à não concretização de grandes operações de fusões e aquisições em Portugal, analisando o impacto da incerteza económica e geopolítica nas decisões dos investidores.

Num contexto marcado por maior escrutínio regulatório, processos de due diligence mais exigentes e divergências nas avaliações dos ativos, João Antunes Rodrigues sublinha que a maior prudência dos investidores não significa necessariamente uma perda de atratividade do mercado nacional. “Um maior cuidado não significa menor apetite pelo mercado português”, afirma, explicando que alguns investidores preferem aguardar por maior clareza quanto à evolução dos fatores de incerteza internacionais.

Destaca ainda que “as projeções sobre o desempenho dos targets são mais difíceis de sustentar num contexto volátil, o que leva investidores e assessores a reforçar a análise de investimento antes de avançar com uma decisão”. Na sua análise, os atrasos e a suspensão de operações não devem, por si só, ser interpretados como sinais de enfraquecimento do mercado transacional, podendo refletir a necessidade de maior ponderação e de alinhamento das expectativas entre compradores e vendedores, sobretudo em operações em que o financiamento assume um peso significativo.

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