Raquel Barroso critica “ilusão coletiva” sobre resíduos em Portugal
Raquel Barroso sublinhou que o debate sobre resíduos em Portugal é dominado por uma ilusão coletiva de que o lixo pode simplesmente “desaparecer”. Num artigo publicado pelo Jornal Expresso, intitulado “O país que quer resíduos invisíveis”, a associada sénior da Abreu Advogados afirmou que “o resíduo continua a ser tratado como uma entidade quase metafísica”, ignorando que, mesmo nos sistemas mais avançados de reciclagem e economia circular, existe sempre uma fração final que precisa de destino controlado, normalmente em aterros sanitários.
Raquel Barroso criticou o discurso político e social que demoniza os aterros enquanto simultaneamente exige reciclagem e metas ambientais ambiciosas. “Os aterros sanitários não são lixeiras a céu aberto”, defendeu, esclarecendo que estas infraestruturas são tecnicamente reguladas, necessárias e parte inevitável do sistema.
“Se queremos proteger o ambiente, teremos de abandonar a ficção confortável de que o resíduo desaparece por inércia”, concluiu a advogada, considerando que continuamos longe de outras realidades europeias, nas quais “a gestão de resíduos é tratada como matéria estratégica permanente”.
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