10.08.2026

Áreas de Prática: Desporto

Tipo: Imprensa

Fonte: Expresso

Fernando Veiga Gomes analisa o investimento estrangeiro no futebol português

Fernando Veiga Gomes comentou ao Expresso a crescente presença de investidores estrangeiros no futebol português.

De acordo com o jornal, 22 das 33 equipas que disputam as duas ligas profissionais na época 2026/27 contam com capital estrangeiro nas suas estruturas. Apenas um terço dos clubes profissionais permanece fora de uma tendência que começa também a ganhar expressão nas divisões inferiores. “Portugal é um país onde se consegue comprar clubes mais baratos, com algum investimento ainda por fazer”, explica o coordenador de Direito do Desporto da Abreu Advogados. Quando comparado com outros mercados europeus, o futebol português permite adquirir uma participação maioritária por valores que não seriam suficientes para comprar um clube da quarta ou quinta divisão inglesa.

Excluindo Benfica, FC Porto, Sporting, Braga e Vitória SC, Fernando Veiga Gomes estima que um clube da I Liga com uma estrutura minimamente organizada possa valer entre 30 e 40 milhões de euros. Na Liga 2, os valores rondam os 10 a 15 milhões de euros, enquanto um clube da Liga 3 poderá ser adquirido por quatro a cinco milhões. “Há um salto muito grande na subida de divisão”, observa. Esta valorização torna os escalões inferiores particularmente atrativos: os investidores podem comprar por um valor mais reduzido, investir durante algumas épocas e beneficiar da valorização associada à subida de divisão.

Fernando Veiga Gomes aborda ainda o crescimento da multipropriedade e identifica dois modelos dominantes: um modelo centralizado em torno de um clube principal, como o City Football Group, e outro mais horizontal e orientado para a formação e circulação de talento, como o adotado pelo universo Red Bull.

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